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 O início

Saïd Farhat nasceu em Rio Branco, Acre, em 12 de novembro de 1920. Em 1942, foi aprovado em primeiro, segundo e terceiro lugares, nos três concursos que fez no IBGE. Nele permaneceu até 1952, como chefe da seção de Planos e Coordenação da Secretaria-Geral do órgão, e delegado do Instituto no Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

 Na área editorial

Na iniciativa privada, notadamente no campo da Publicidade, ocupou, a partir de 1954, cargos de direção da Standard Propaganda - então a maior agência de propaganda brasileira - no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo; e na J. Walter Thompson - então a maior agência de propaganda do mundo.

Na área editorial, adquiriu em 1965, com sua mulher, Ray Farhat, a revista Visão, dando início à fase de maior prestígio daquela publicação no panorama editorial brasileiro. A Editora Visão da época foi pioneira em várias iniciativas, hoje incorporadas ao quotidiano editorial do País. Exemplo do arrojo de Farhat no comando da maior revista noticiosa do País, em seu tempo, foi a criação da publicação "Quem é Quem na Economia Brasileira". Primeira experiência do gênero, o anuário Quem é Quem inspirou várias muitas publicações espalhadas hoje pelo País, que sobrevivem em seu formato original.

A série de revistas técnicas que compreendiam o Dirigente Industrial, o Dirigente Agrícola, o Dirigente Construtor e o Dirigente Municipal, inaugurou no Brasil o sistema de "circulação controlada" - gratuita, mas acessível somente a pessoas qualificadas. Publicações pioneiras em seu campo, desempenharam, em conjunto, papel decisivo na implantação da imprensa periódica técnica no Brasil.

Farhat criou também o prêmio "Homem de Visão", considerado "a mais alta láurea privada existente no Brasil", que contemplou selecionados líderes empresariais e governamentais com atuação destacada em sua área - muitos dos quais ainda vivos.

Em setembro de 1974, Farhat vendeu a Editora Visão, mas continuou ligado à imprensa, colaborando, durante anos, em jornais como a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, além de manter uma coluna semanal na revista Senhor, depois incorporada por IstoÉ.

© Saïd Farhat